O Caminho do Inca na Argentina

Este circuito turístico nos leva a percorrer uma área de quase 1.500 km, e coincide com o caminho dos Incas na Argentina, desde a Província de Salta – ao norte – até a província de Mendoza.

A entrada dos incas ao território argentino aconteceu em meados do século XV, desde o noroeste e chegando ao norte da Província de Mendoza.

Primeiramente esta expansão não aparentava ter como objetivo preponderante interesses econômicos ou estratégicos definidos, senão um conjunto de vários motivos corporativos dos setores dominantes da sociedade de Cuzco. Esta ocupação aconteceu por menos de um século, segundo a cronologia estudada. Porém, durante este breve período a influencia sociocultural do Império Inca foi significativa. O legado do idioma “quíchua” se impôs numa vasta região do noroeste argentino além de cerâmicas bem manufaturadas e com terminações finas, na região andina podemos notar o uso do bronze, do cobre e do estanho, além de sistemas avançados de cultivo e de caça, entre muitas outras tradições.

O “Caminho do Inca na Argentina” é um tour que percorre os principais marcos das culturas pré-hispânicas e convida a submerge-nos na historia dos povos originais: Incas, Diaguitas e Quilmes.

É um passeio de vários dias que feito em trechos curtos pela Rota n°40, estrada pouco transitada, através de pequenos lugarejos típicos, entre paisagens de montanhas e vales surpreendentes.

Permite-nos descobrir a arte regional ao mesmo tempo em que degustamos a deliciosa gastronomia autóctone.

É possível observar a fauna de aves própria da região, grandes montanhas e vales que, abastecidos pelos rios de degelo, formam verdadeiros oásis no meio do deserto.

Aqueles se animem poderão estimular um pouco de adrenalina com algo de aventura (rafting, trekking, cavalgadas e etc.).

Atrações Turísticas, Históricas, Arqueológicas e Paleontológicas que podem ser aproveitas ao transitar pela Rota n°40, nas regiões centro-oeste e através de sete províncias argentinas.

JUJUY: Quebrada de Humahuaca, Purmamarca e Tilcara com suas impressionantes ruinas indígenas. A Quebrada de Humahuaca é um itinerário cultural de mais de 10.000 anos que ainda conserva crenças religiosas, rituais, festas, musica e técnicas agrícolas que são patrimônio vivo, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade para UNESCO.

SALTA: Visita a Cidade Histórica e Vales “Calchaquies”. Cafayate tem um microclima propicio para o cultivo de videiras para a elaboração de vinhos requintados. Vinícolas com as portas abertas ao visitante e degustações dos produtos mais nobres.

O espetacular “passeio pelas nuvens” em trem até a “Quebrada del Toro”, através do viaduto do “Toro” e dos ziguezagues do “Alisal” e “Chorrillos” é imperdível.

Visita à Cidade Histórica de “Santa Rosa de Tastil”, suas ruinas e museu arqueológico. “Abra Blanca” a 4080 metros de altitude, “San Antonio de los Cobres” e “Viaducto La Polvorilla”. A vista panorâmica permite ver a grande obra de engenharia ferroviária que forma o trecho conhecido como “Trem das Nuvens”.

TUCUMAN: Ruinas de Quilmes: Esta região, que abrange uma enorme população indígena (índios Quilmes que são uma parcialidade da etnia Diaguitas), é considerada o maior assentamento humano pré-hispânico da Argentina.

Aqui é possível visitar “La Fortaleza” com suas ruinas restauradas que contam com um museu – “Museo de la Pachamama” – com reminiscências desta rica cultura. Durante 130 anos, os “Quilmes” resistiram à ocupação espanhola.

Quanto ao artesanato, encontramos pedras e madeiras talhadas, cestaria, além de doces artesanais e arroupe, charque entre outros.

CATAMARCA:“Shincal de Quimivil”: Monumental Parque Arqueológico construído e habitado pelos Incas entre 1470 e 1536 baseado na distribuição urbana de Cuzco. Abrange centenas de recintos agrupados em edifícios monumentais.

LA RIOJA:  “Cuesta de Miranda”: Caminho espetacular através de montanhas e cerros avermelhados, cactos e desfiladeiros. “Chilecito” oferece distintas opções de turismo rural, enológico, cultural, religioso, mineiro e de aventura. Aqui se destaca o teleférico usado ouro da mina “La Maxicana”.

“Cañon De Talampaya”: Data da era Primaria, período Terciário Meio (230 milhões de anos). É um Parque Nacional com superfície de 215.000 hectares, onde as principais atrações são seus penhascos e grande variedade de formações espetaculares.

SAN JUAN: “Parque Provincial Ischigualasto (Vale da Lua)”: declarado Patrimônio da Humanidade, é uma importante jazida paleontológica de 62.916 hectares. Neste parque existem restos de vertebrados como Rincossauros, Dicidontes e Tocodontes.

Rodeo: flora e fauna autóctone da região que reúne rios, arroios, lagos, termas e vales.

MENDOZA: Ponte Natural do Inca: percorrido pela montanha mais alta do Ocidente com vestígios notórios de estremo sul do Caminho dos Incas. Aconcágua, Tupungato e a fronteira com o Chile.

Caminhos do Vinho: Uma das 9 Capitais Mundiais do Vinho.

 

Gastronomia do Caminho do Inca na Argentina

Este tour oferece degustações de alguns dos pratos típicos de cada região do roteiro, sempre acompanhados pelos vinhos de Mendoza.

Em Mendoza: Empanadas mendocinas, churrasco bovino, linguiças e morcelas e 5 tipos de vinhos.

Em Rodeo: Trutas e vinho Chardonnay de San Juan.

Em Chilecito: Cabrito e vinho tinto de La Rioja.

Em Quilmes: Empanadas de Tucumán ou tamales, com locro e vinho varietal.

Em Cafayate: Cabrito assado com vinho Torrontés ou vinho tinto.

Em Purmamarca: Tamales e churrasco com vinho tinto.

Em Salta: Carne ao fogo com vinho Cabernet Sauvignon de Salta.

 

 

 

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